segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Literatura e Carnaval: faces de uma moeda!



“Dos diversos instrumentos do homem, o mais
assombroso é, sem dúvida, o livro. Os demais
são extensão do seu corpo... mas o livro é outra
coisa, o livro é uma extensão da memória e da
imaginação”.
(Jorge Luís Borges
)

Em 1931, Jorge Amado, com apenas 19 anos de idade, lançava o livro “O País do Carnaval”. Esse romance apresenta a figura de Ricardo Braz, uma dos personagens do romance. Necessitado de carinho, verdadeiro peregrino do sentimento, tinha uma grande sede de amor. Para ele, a finalidade da vida nada tinha a ver com dinheiro, prestígio político ou prazeres - o sentido da vida estava no amor. Idealizava para si uma jovem de grandes olhos tristes e que fosse o tipo da esposa perfeita. E proclamava: "A satisfação da Carne não dá felicidade a ninguém". Ilustrando esse romance as cenas carnavalescas atuam como fundo de cenário.

Outros autores da literatura usaram o cenário e as personagens desta festa folclórica. Foi o caso do mineiro Aníbal Machado no conto "A Morte da Porta-Estandarte" o qual renova o tema universal do ciúme que, de tal modo irreprimível, a personagem se transforma em assassino da pessoa a quem se diz amar.

O poeta Manuel Bandeira também se apropriou do tema na edição de seu segundo livro "Carnaval". Mais tarde, o autor faria a seguinte declaração: "Com Carnaval", recebi o meu batismo de fogo". O poeta inicia seu livro com os seguintes versos: "Quero beber, cantar asneiras...”. O livro foi alvo de muitas criticas da sociedade letrada e admiradora da formalidade Parnasiana por apresentar o verso livre e libertinagens”.

Outros poetas também incluíram o carnaval em suas líricas. Raimundo Correia escreveu o soneto "Tristeza de Momo" uma figura da mitologia adaptada para o nosso carnaval. Já Vinícius de Moraes com a peça, "Orfeu da Conceição", foi premiado no IV Centenário da capital paulista.

Os autores da literatura brasileira não deixaram de admirar, cada um com uma abordagem, essa grande festa popular. Por outro lado a admiração é recíproca. Escolas de samba com características predominantemente populares e marcadas pela perspectiva da oralidade vislumbraram e transformaram a manifestação por excelência da cultura escrita, a literatura, em matéria de samba.

Varias obras e autores foram adaptados para enriquecer os enredos carnavalescos. Em 1952 a Mangueira levou para avenida a homenagem ao poeta Gonçalves Dias e seus poemas indianistas. Em 1976, o poeta Jorge de Lima foi contemplado pelo carnaval especificamente através da obra “Invenção de Orfeu” que virou samba da Unidos de Vila Isabel. “Os Sertões”, obra de Euclides da Cunha, com mais de quinhentas páginas contribuiu para a construção de um dos maiores sambas-enredo da escola “Em Cima da Hora”. A tradicional Portela, em 1966, não deixou de prestar sua homenagem à literatura através da obra “Memórias de um sargento de milícias” levando para a passarela do samba as peraltices da personagem Leonardo Pataca nos tempos do Rei. A Império Serrano repetiu a dose. Em seu primeiro carnaval, em 1948, a escola homenageou o poeta baiano Castro Alves e em 1989 apresentou o enredo “Jorge Amado, Axé Brasil”. O samba descreve uma grande festa ocorrida na tenda dos milagres com personagens consagrados do autor, tais como o pai-de-santo Jubiabá, Teresa Batista que dança um samba de roda com Tieta e o cambaleante Quincas Berro D Água, além de Gabriela e Dona Flor que dividem as panelas preparando o vatapá que vai alimentar aquela gente toda. O escritor baiano compareceu ao desfile, apresentando-se em um carro alegórico cercado de amigos e mães de santo e escoltado por Zélia Gattai, que desfilou com os trajes típicos da boa terra.

Anos mais tarde, em 2002, a mesma Império Serrano conseguiu levar um escritor pernambucano para a Marquês de Sapucaí – "Aclamação e Coroação do Imperador da Pedra do Reino: Ariano Suassuna" o enredo que contou com a presença do escritor e de sua mulher, Zélia. A Vila Isabel, em 1980 e a Mangueira, campeã do carnaval de 1987, homenagearam o poeta Carlos Drummond de Andrade mas não conseguiram de forma alguma arrastar para a folia o poeta de mineiro que em 87 já estava com a saúde debilitada.
No último carnaval, A Mocidade Independente de Padre Miguel juntou no mesmo enredo dois grandes nomes da literatura brasileira Machado de Assis e Guimarães Rosa. Este completou o centenário de nascimento e aquele da morte. Sinhazinhas, barões do Império, bacharéis e demais personagens do Bruxo do Cosme Velho dividiram a passarela com os jagunços e sertanejos Riobaldo, Diadorim, Joca Ramiro e Zé Bebelo. Personagens imortais das nossas letras.

Para finalizar essa parceria tão completa que apresenta “Histórias de amor sem ponto final”, a campeã do carnaval 2009 também apostou na literatura. Com o enredo “Histórias sem fim” a Salgueiro levará para a avenida a invenção da impressa por Gutemberg e as ricas fantasias que a literatura possibilita. Segue o samba enredo da escola e que no livro do carnaval sejam lidas páginas agradáveis e cheias de fantansias!!!
HISTÓRIAS SEM FIM (Salgueiro 2010)

Sonhei... no infinito das histórias
Iluminando a memória, me encantei
Brilhou... realidade e fantasia
Como nunca imaginei
Na arte do saber um novo amanhecer
Divina criação, primeira impressão
O livro sagrado da vidaVirtude pra eternidade
A leitura estimulandoA mente da humanidade
Eu viajei nessa magia
De alma e coração
Na fonte da sabedoria
Busquei a minha inspiração


Páginas descrevendo pensamentos
Clássicos, ideais e sentimentos
Romances... aventuras
Quanta riqueza na nossa literatura
O faz-de-conta inocente da criança
Ficou guardado na lembrança
Mistérios... suspense... emoção
É o hábito de ler, folheando com prazer
Muita além de uma visão
Mensagens de esperança
Clareando a imaginação


Uma história de amor
Sem ponto final"
Academia do samba" é Salgueiro
No "livro do meu carnaval"

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

FICÇÃO OU AUTOBIOGRAFIA AMOROSA?


A obra Marília de Dirceu é uma das mais belas da poesia árcade brasileira. Tomás Antonio de Gonzaga, poeta da inconfidência, a contruiu com fatos e sentimentos pessoais o que dificulta separar o biográfico da invenção poética. Mas para fazer versos tão gradiosos só sob forte inspiração:

"Os teus olhos espalham luz divina,
A quem a luz do Sol em vão se atreve:
Papoula, ou rosa delicada, e fina,
Te cobre as faces, que são cor de neve.
Os teus cabelos são uns fios d’ouro;
Teu lindo corpo bálsamos vapora.
Ah! Não, não fez o Céu, gentil Pastora,
Para glória de Amor igual tesouro.
Graças, Marília bela,
Graças à minha Estrela!"


Marilia, a musa da lírica, torna-se, assim, representação do amor, ou antes, do Amor do poeta. Ele volta-se para a namorada juvenil como se ela materializasse a idéia que ele faz do Amor. Na segunda lira da primeira parte Marilia e o Deus Cupido formam uma só pessoa A crença no Amor advém da idéia que habita o poeta, a idéia brotada da sua condição de sensitivo e de homem culto que edifica na mente uma ficção ou ideal (o do amor) e projeta-o e o concretiza em Marilia:

Tu, Marilia, Agora vendo
De amor o lindo retrato,
Contigo estarás dizendo
Que é este o retrato teu.
Sim, Marilia, a copia é tua,
Que Cupido é Deus suposto: se há Cupido, é só teu rosto,
que ele foi quem venceu.”

A obra é dividida em duas partes e a segunda parte das líricas o poeta escreveu após ser preso em 1789. Nessa fase Dirceu é o próprio centro dos poemas, e nos quais Gonzaga retrata um depoimento sobre sua situação pessoal revelando a autêntica índole do sentimento dele por Maria Dorotéia. Assim surgi uma poesia ultra romântica, isto é, não oriunda de um sentimento mitificado mas experimentado na carne e sublimado em poemas de alta pulsação estética. A valorização do subjetivismo do autor se presentifica na mescla personagem/autor.

O sofrimento gerado pela impossibilidade do amor (apelo sentimental) é outra característica do romantismo que, às vezes, culmina na morte como única solução:

“Meus olhos te viram, ah! Nessa hora
Teu Retrato fizeram,e tão forte,
Que entendo que agora
Só pode apagá-lo
o pulso da morte.”




sábado, 10 de outubro de 2009

Uma bunda inovadora


Não podemos esperar uma descrição tão incomum de outro poeta. Carlos Drummond é moderno e conseguiu que seu nome fosse associado ao novo. Acredito que descrever algo inusitado é tão criativo quanto brincar com as palavras. E isso o Drummond faz com muito humor e magnificamnte bem. O útlimo verso, composto por uma palavra, apresenta duplo sentido através de uma construção pouco usual. Pode-se interpretar essa palavra como o verbo redundar (superabundar), mas nesta nova contrução está, de certa forma, especificando essa bunda, o que lembra redonda, um adjetivo.


A bunda que engraçada

A bunda, que engraçada.

Está sempre sorrindo, nunca é trágica.


Não lhe importa o que vai

pela frente do corpo. A bunda basta-se.

Existe algo mais? Talvez os seios.

Ora – murmura a bunda – esses garotos

ainda lhes falta muito que estudar.


A bunda são duas luas gêmeas

em rotundo meneio. Anda por si

na cadência mimosa, no milagre

de ser duas em uma, plenamente.


A bunda se diverte

por conta própria. E ama.

Na cama agita-se. Montanhas

avolumam-se, descem. Ondas batendo

numa praia infinita.


Lá vai sorrindo a bunda. Vai feliz

na carícia de ser e balançar.

Esferas harmoniosas sobre o caos.


A bunda é a bunda,

redunda.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Oração literária


ORAÇÃO A TERESINHA DO MENINO JESUS


Perdi o jeito de sofrer.
Ora essa.
Não sinto mais aquele gosto cabotino da tristeza.
Quero alegria! Me dá alegria,
Santa Teresa!
Santa Teresa não, Teresinha...
Teresinha... Teresinha...
Teresinha do Menino Jesus.
Me dá alegria!
Me dá a força de acreditar de novo
No
Pelo sinal
Da Santa
Cruz!
Me dá alegria! Me dá alegria,
Santa Teresa!...
Santa Teresa não, Teresinha...
Teresinha do Menino Jesus.

(Manuel Bandeira)


domingo, 2 de agosto de 2009

Inércia

Uma rua nua e deserta
Alerta! Um caminho...
Ninguém nessa merda
Anda! Estão parados no ninho

Andar: um passo após o outro
Nenhum mistério...
Muitos caminhos soltos
E todos para o cemitério!

sábado, 25 de julho de 2009

Quem conta um conto...


Narrar é uma arte! Confesso que essa afirmação me deixou um pouco confuso. Pois será que toda narração é uma arte? Mesmo aquelas em que não há nenhum trabalho minucioso com as palavras ou um trabalho com formas e formas?

Há varias formas prosaicas para narrar: romances, contos, novelas, cartas, etc. Mas não destaco essas formas como as mais sublimes. O que é essencial no ato de narrar é o narrador. Ele é o pai da criação e o mais cuidadoso intermediário entre a história e o espectador! Amigo íntimo das palavras, o narrador revela sua visão de mundo e transmite ideias filosóficas, religiosas ou mesmo aquelas sem cunho científico. Centrado na figura do narrador o narrar se torna artístico. E acredito que quanto mais o narrador se envolve na história melhor é a narração. Narrar é uma arte quando se encontra com narradores dinâmicos e cheios de experiências como Dom Casmurro e Riobaldo, personagens inesquecíveis da literatura brasileira...

Não pretendo assim desqualificar a narrador que divisa o mundo na terceira pessoa, pois esse afastamento da realidade é fundamental em algumas histórias ou para outras pretensões literárias. Os escritores realistas e naturalistas não me deixam mentir. Por outro lado quero exaltar o narrador em primeira pessoa. Aquele que com suas emoções altera a narração. Contar é muito dificultoso, é a afirmativa de Riobaldo, narrador-protagonista da obra Grande Sertão: Veredas, e ele acredita que a narração se torna mais difícil não pelo tempo que aconteceram as coisas narradas, mas pela astúcia que tem certos fatos de saírem dos seus lugares.

Em primeira pessoa o narrador de onisciente passa à testemunha e presença numa história que nunca é a mesma, pois passou pelo crivo dos sentimentos do narrador. No narrar em primeira pessoa o homem é a única verdade científica, único objeto de percepção. A riqueza psicológica, a nostalgia, a reminiscência e o conflito com o mundo narrado confere a esse narrador o poder de tocar o mundo e os interlocutores como um observador único.

No trecho abaixo Riobaldo exemplifica o poder do narrar em primeira pessoa e de controlar o tempo e o espaço na lembrança. Mas uma advertência convém fazer àquele que pretende ler ou ouvir uma narração em primeira pessoa: desconfie sempre do narrador, pois ele é um fingidor e artista...

“Agora, que mais idoso me vejo, e quanto mais remoto aquilo reside, a lembrança demuda de valor, se transforma, se compõe, em uma espécie de decorrido formoso. Consegui o pensar direito: penso como um rio tanto anda: que as árvores das beiradas mal nem vejo... Quem me entende? O que eu queria. Os fatos passados obedecem à gente; os em vir também. Só o poder do presente que é furiável?” (ROSA, 2006, p. 343).

terça-feira, 14 de julho de 2009

EU TERIA UM DESGOSTO PROFUNDO / SE FALTASSE O FLAMENGO NO MUNDO


Ruy Castro é um grande cronista brasileiro. Desenvolveu a mais importante biografia de um jogador, Mané Garrincha: Estrela Solitária. O literato gosta de futebol e grande parte de sua obra é voltada para esse tema e, acima de tudo, apresenta um coração rubro-negro.
Segue um trecho do livro “Flamengo. O Vermelho e o Negro” o qual conta à história do maior clube brasileiro...

“A oposição não se conforma, mas não pode fazer nada: o Flamengo é um caso de amor entre milhões e o Brasil. Um dia, quando se mergulhar de verdade nos fatores que, historicamente, ajudaram a consolidar a integração nacional, o Flamengo terá de ser incluído. Durante todo o século XX, ele uniu gerações, raças e sotaques em torno de sua bandeira. Ao inspirar um rubro-negro do Guaporé a reagir como um rubro-negro do Leblon (com os mesmo gestos e expletivos, e no mesmo instante), o Flamengo ajudou a fazer do Brasil uma nação.

Mas o Flamengo não é uma abstração histórica. É um complexo de carne, ossos, tendões, músculos. Quando se fala nele, vêm à mente os heróis que, no decorrer das décadas, têm vestido sua camisa e formado times de sonho. Homens como Abelha; Bigu, Onça, Ronaldão e Tinteiro; Manteiga e Dendê; Sapatão, Foguete, Bujica e Beijoca.

Epa! Desculpe, peguei a lista errada! Esse é o time do pesadelo. A lista certa é: Raul; Leandro, Domingos da Guia, Reyes e Júnior; Carlinhos e Zizinho; Joel, Leônidas da Silva, Zico e Dida.

Falando sério, poucas instituições serão tão abrangentemente nacionais quanto o Flamengo - a Igreja Católica, sem dúvida, é uma delas, e, talvez, o Jogo do Bicho. E olhe que o Flamengo não promete a vida eterna nem o enriquecimento fácil. Ao contrário, às vezes mata de enfarte e, quase sempre, só dá despesa. Mas uma coisa ele tem em comum com a religião e o bicho: a fé. Esta é a matéria-prima de que as três instituições se alimentam. Mas com vantagem para o Flamengo, porque a igreja só paga dividendos depois da morte e o bicho tanto pode dar quanto não dar - já o Flamengo costuma pagar seus dividendos espirituais toda quarta e domingo. Em termos de alcance dos agentes dessa fé, então, não há comparação possível: o padre e o bicheiro são personagens locais, ao passo que os jogadores do Flamengo, via rádio ou TV, cobrem todo o território e são heróis (ou vilões)nacionais.

Daí ele ser onipresente. O Rio foi seu berço, mas sua casa é o Brasil. Sua camisa vermelha e preta viaja de canoa pelos igarapés; galopa pelas coxilhas; caminha pelos sertões; colore todas as praias; está nos barracos das favelas e nas coberturas tríplex. Suas cores vestem famosos e anônimos, bandidos e vítimas, corruptos e honestos, pobres e grã-finos, idosos e crianças, os muito feios e as muito bonitas. De repente, materializam-se nos lugares mais inesperados: já estiveram nas mãos de Frank Sinatra, no papamóvel de João Paulo II, nos peitos de Madonna. Mas, principalmente, tomam os estádios, em tantas tardes e noites quantas o Flamengo entrar em campo, não importa onde.

Donde talvez não seja cientificamente exata a frase que, de tão usada, logo se tornaria clichê: a de que "o Flamengo é uma nação" - frase criada pelo deputado federal cearense Walter Bezerra de Sá há mais de trinta anos. Mais exato, talvez, seria dizer que, ao contrário, a nação é que é Flamengo. Segundo pesquisas veiculadas por órgão insuspeitos, o Flamengo é o clube de maior torcida do Brasil por qualquer categoria que se queira estudar. Você escolhe: região, sexo, faixa de idade, nível de renda, cor da pele, plumagem política, grau de escolaridade, QI ou quantidade de dentes - é maioria entre os desdentados e os que nunca tiveram uma cárie. Sua presença no Rio é esmagadora: 42% dos cariocas são Flamengo. O restante se divide entre os que se repartem pelos outros clubes e os que, por esnobismo ou enmui, não se interessam por futebol.

Mas sua torcida não se espreme entre a montanha e o mar. Ao transbordar para todos os estados do Brasil, muitas vezes supera a dos próprios times locais. No norte e no nordeste, é esmagadora. Em Brasília, é, proporcionalmente, maior até do que no Rio. Em SP, é mais numerosa do que a da tradicional Portuguesa. É forte até mesmo no sul, onde os times de fora não costumam ter vez.

E existem quase cem clubes, profissionais ou amadores, de todos os estados do Brasil, chamados Flamengo.

Bolas, por que não dizer logo? É, disparado, a maior torcida de futebol do mundo. Quando se pensa que, na Espanha, o clube mais popular é o riquíssimo, sério e bem administrado Barcelona, tem-se vontade de chorar. A torcida do Flamengo não é apenas maior que a do Barcelona - é quase igual a toda a população da Espanha! E só por isso deveria ser sagrada para os indivíduos que uma minoria transforma em presidentes do clube.”

"Flamengo. O vermelho e o negro" Ruy Castro - Editora Ediouro (2004)